Crítica: John Wick chapter 3: Parabellum

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The story so far: After breaking the cardinal rule of The Continental Hotel in New York, John Wick was excommunicado and thus, lost all access to the assassins guild network.

In order to survive, Wick must trail the road to redemption and kill everyone willing to take away the only think he cherishs: cary on nurtering the memories of his beloved wife

Sinopse

Depois de quebrar a regra mais importante do Hotel Continental de Nova York -não conduzir nenhum contrato nas premissas do estabelecimento- John Wick se torna um alvo da guilda dos assassinos e perde todo acesso aos benefícios da associação.

Agora ele precisa matar todos que tentarem destruir a única coisa que ele preza: as memórias de sua amada esposa.

Crítica

John Wick 3 é uma sinfonia, não existe uma única nota destoante na condução desta obra; os personagens, mesmo os secundários (assim como em uma orquestra), tem um valor e ajudam a compor a história do filme que, em muitos aspectos, amplia a origem do herói, ao detalhar mais elementos da história pregressa de Wick.

O filme pode ser criticado como um elemento de uma trilogia, abordando o trajeto dos personagens nestes três momentos (os eventos da trilogia se passam em um período de poucas semanas) ou como uma peça completa em si mesmo mas ligada a um mecanismo maior; em ambos os casos o resultado será bem parecido.

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Como um elemento da trilogia o filme não tem erros de continuidade, mantém o tema do filme, desenvolve seus principais personagens de forma coerente -considerando sempre as consequências de ações anteriores- apresenta novos personagens, alguns significativos, outros simplesmente complementam a narrativa.

Visto desta forma o filme é uma grande sequência de ação pontuada por momentos geniais de desenvolvimento dos personagens, com bons diálogos, revelações sobre as origens de John Wick, demonstrações da dimensão global da High Table.

Como um filme próprio, ligado a uma narrativa mais ampla, Parabellum difere de seus antecessores no conteúdo (mais violento, ágil, dinâmico e com mais espaço para o desenvolvimento de outros personagens) mas mantém a forma; centrada nos malabarismos bélicos do protagonista e a peregrinação dele em busca de um significado para sua existência (lembre-se que Wick passou dois filmes reticente em adotar sua persona de assassino pois isso mancharia suas memorias com a falecida esposa).

Avaliado assim, o filme amplia a narrativa dramática da série através das maquinações de personagens secundários na mesma proporção de apresenta novos elementos da origem de Wick, além de mostrar como a High Table conduz seus negócios e controla aqueles sob a influência deles.

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O filme é dirigido por Chad Stahelski ( @87elevenAction ) responsável pelos filmes anteriores da franquia. Ele é conhecido pelo seu trabalho com dublês em filmes como The Hunger Games, RED 2, The Wolverine, Rambo IV outros tantos filmes recheados de ação. 

Stahelski não precisou reinventar a roda em Parabellum, ele se esmerou em ampliar a narrativa da série, credenciando Wick como uma força da natureza mas caótico demais para não ser controlado pelas maquinações de personagens mais astutos. Nosso herói aparece como um peão, manipulado pelos demais.

A coreografia das cenas de ação de Parabellum estão entre as melhores do cinema e pontuam ainda mais alto dentro do gênero ação. À alguns anos. disse que a sequência de abertura de Kingsman: Golden Circle (https://filmose.wordpress.com/2017/09/27/11601/), seria lembrada como a melhor e mais bem trabalhada entre os filmes de ação.

Pois bem, esta vaga agora pertence a longa e impressionante sequência de abertura de John Wick 3 e o credito é todo da direção, por ter sustentado a continuidade do filme.

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Derek Kolstad (https://www.facebook.com/derekkolstadwriter/) que trabalhou nos roteiros anteriores e Shay Hatten (@therealtomwaits) um roteirista iniciante, juntarem experiência e inovação para criar o roteiro do terceiro filme da série. 

Essa combinação possibilitou soprar em um filme de ação, novos ares. Você realmente percebe uma diferença na narrativa deste filme em relação aos outros.

Mesmo que o roteiro não seja absolutamente inovador, ele trata os personagens de forma ampla, não somente como assassinos mas pessoas com objetivos, metas e códigos morais; mesmo que muitas vezes simplistas.

O roteiro de Parabellum merece inúmeros elogios pois evita lugares comuns, da voz a personagens secundários importantes, deslocando muitos deles para uma posição de co-protagonismo.

Um outro elemento do roteiro que pode passar desapercebido é o cuidado e a sutileza com que Kolstad e Hatten lidam com parte da origem de Wick no filme e o fazem ao introduzir a Ruska Roma, a maior organização de ciganos na Europa, conhecido por seus artistas, cavalariços e apreço pelas tradições. Mas o maior feito do roteiro é lembrar a todos que não existe honra entre assassinos e as regras do Hotel Continental são rígidas.

Tecnicamente o filme tem belas cenas de coreografia e segue o padrão dos filmes anteriores.

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O filme pode ser separado em três núcleos de personagens. Aqueles ligados a High Table e aqui se destaca Asia Kate Dillon como juíza. Seu semblante frio e duro associado ao seu visual neo-punk dão a personagem ares de perigo real. Sua atuação é muito valiosa para o desenvolvimento do filme pois ela acaba sendo um fio condutor  para a narrativa.

Existem os personagens de Nova York e aqui se destacam Ian Mcshane, Laurence Fishburne, Mark Dacascos (@Mark_Dacascose Lance Reddick. Estes personagens adquirem novos status e deixam de depender da presença de Wick para evoluirem. McShane e Reddick sofrem as maiores mudanças mas estas são notadas como naturais devido a forma sutil como são aplicadas. Fishburn ganha importância mas o Rei da rua Bowery não muda sua atuação e continua com delírios de grandeza.

O terceiro grupo de personagens estão ligados a Wick e seu passado, além do próprio Wick que ganha tons mais humanos. Aqui se encontram a personagem de Halle Berry e Angélica Huston. A personagem de Berry tem muita importância mas a atuação da atriz não dignifica a personagem. Huston atua com frieza e de maneira maternal e provavelmente aparecera novamente em algum momento.

Soundtrack: nothing new here.

Veredito.

Oh boy….130m of pure mayhem and blod. This is not a movie for the faint of heart.

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Um filme de ação para ser lembrado. Dinâmico e visualmente impressionante, Parabellum vai agradar a todos

Merece 5 Clapping Kanes; a nota máxima.

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