Crítica: Desejo de Matar (Death Wish 2018)

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The story so far: The Kersey family is quite happy; they have everything going their way, not only their daughter, Jordan, just enroll a very prestigious collage but they are also celebreting Paul’s birthday and sucess as a surgeon and Lucy Ph.D.

But tragedy can strike at anytime and change things forever. So, in order to deal with loss, you change in some radical way, not always considering the consequences of what you do.

Sinopse

A familia Kersey tem muita sorte. Jordan, a filha, acabou de passar para uma faculdade de muito prestigio;todos estão felizes celebrando celebrando o aniversário de Paul e o sucesso acadêmico de Lucy. Mas quando menos se espera, uma tragédia pode se abater sobre sua familia e cobrar um preço alto.
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Crítica.

Pegue um celebrado filme da década de 70, atualize o roteiro para incluir alguns anacronismo e uma perigosa, quase criminosa, retórica armamentista e substitua todo drama que motiva o personagem principal por uma versão distorcida de justiça e você terá como resultado Death Wish 2018.

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O filme é dirigido pelo experiente e competente Eli Roth, reconhecido por reviver o gênero de terror na década de 90, com os excelente Cabin Fever e Hostel. Contudo, toda experiência do mundo não poderia prepara-lo para lidar com um roteiro pobre, desprovido de qualquer atrativo.

Roth dirige um filme preso a uma estrutura pre-determinada, que segue rígida e previsivelmente o modelo do filme original, de 1974. Sem poder extrapolar e imprimir sua marca na direção (mesmo em filmes de terror Roth é conhecido por implementar boas piadas e reviravoltas inesperadas) o filme se torna lento, previsível e monótono.

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Joe Carnahan, um roteirista e produtor experiente, conhecido por bons filmes de ação como Smokin’ Aces (1&2) e A-Team (conhecido no Brasil como Esquadrão Classe A) poderia ter se baseado no livro de Brian Garfield-que da nove ao filme- e inovado.

O personagem principal poderia ser uma mulher, os vilões e principais bandidos não precisavam ser pobres, negros ou mexicanos, caracterizados no filme de forma quase grotesca. Ao invés disso temos clichês e esteriótipos étnicos que diferenciam um universo caucasiano de uma realidade social africana, hispânica ou mesmo latina.

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Carnahan acaba entregando um filme que sustenta uma ideia perigosa: a de que a justiça pode ser individualizada e realizada por uma pessoa com senso comum e bom julgamento. Considere o atual levante radical do fascismo no mundo, o crescimento da extrema direita e da nova onda nazista em países como os EUA, Grécia e Brasil; e fica fácil perceber como este filme pode ser utilizado para alimentar medos e xenofobia.

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O filme é tecnicamente consistente com o roteiro e a direção. Sem inovar em nenhum aspecto, por vezes é escuro demais – como na cena do club- utilizando quadros americanos que permitem centrar na ação.
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Os principais personagens não são bem desenvolvidos e considerando o filme original, não existe qualquer atrativo na história desta família tipicamente americana. Bruce Willis, apesar de carismático, parece interpretar sem motivação.

Fica difícil acreditar que uma tragédia se abateu sobre ele com a péssima edição feita para caracterizar o desenvolvimento do seu personagem. Tudo parece acontecer em uma questão de dias. A mesma edição, em certo momento, equipara o ato de salvar vidas, em uma mesa de cirurgia, ao de estudar o funcionamento de uma arma.

Vincent D’Onofrio, outro excelente ator, chega a roubar a cena contracenando com Willis. Seu personagem não existe no filme de 74 e ele pode atuar com mais liberdade e isso é notável. Seu personagem é mais interessante do que o interpretado por Willis.

O elenco de apoio não parece se qualificar. A melhor atuação fica para Dean Norris, que parece ainda surfar na sua popularidade por um papel muito semelhante na aclamada mas extremamente monótona série Braking Bad.

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Soundtrack. – just music.

Veredito.

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Um filme violento, cheio de palavrões referências ao racismo. Facilmente esquecível, este remake deixara os fãs da série original revoltados. É possível que uma nova geração se interesse por este remake mas é imprvavel. Bruce Willis não tem o mesmo vigor de 20 anos atrás e a ação é mais lenta, adequada para sua idade.

Merece 2 Clapping Kanes.

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