Crítica: I Don’t Feel at Home in This World Anymore (netflix 2017)

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The story so far: If your life sucks and you are facing an uphill battle with you back against the wall you are walking on Ruth’s shoes; drepressed fourtie-something woman. with no friends and a lover or a meaninfull live.

Now she is desperate because a rober just stole a few good things from her home she is left with no order choice: she must get a life.

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Sinopse.

Ruth acorda todos os dias disposta a sobreviver a sua existência monótona. Sem amigos, namorado ou uma razão para viver, esta quarentona se vê diante de uma situação inusitada. Ao roubarem sua casa ela se vê diante de uma escolha que já imaginava ser possível: deixar que mais essa tragédia se abatesse calmamente sobre ela ou viver intensamente a aventura de reorganizar sua vida.

Crítica.

Em seu primeiro filme como diretor e roteirista, Macon Blair, escolhe um drama existencial, capaz de gerar algumas reflexões sobre um tema bastante ardiloso: o amor.

Blair conta a história de uma mulher sem vínculos sociais, presa em uma rotina enfadonha, em um trabalho que demanda dela sentimentos que talvez não saiba mais controlar como empatia, altruísmo e carinho.

Apesar de utilizar alguns clichês para determinar o quão a vida de Ruth carece de sentido (a bebida solitária ao entardecer, as roupas surradas, a casa suburbana precisando de reformas e cuidados); isso permite a construção do personagem principal de forma consistente.

A história se desenvolve de forma linear, sem necessidade de flashbacks para complementar a já trágica de Ruth, o filme ganha em agilidade. A cada momento em que se encontra perdida, um novo personagem aparece para reparar a falta de habilidades da personagem principal, tornando o encontro dos personagens, algo significativo para a trama.

Tecnicamente é uma produção NETflix mas o destaque vai para a edição, fotografia e o uso de uma paleta de cores diversificada, desprovida de brilho, que transforma a vida da personagem Ruth em um emaranhado de decisões que parecem todas desprovidas de algum valor.

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A atuação de  Melanie Lynskey foi uma grata surpresa. Reconhecida por seu papel em Two and a Half man, aonde interpretava a amalucada sociopata Rose, a origem cômica da atriz não atrapalhou em nada a forma com que deu vida a uma mulher frustrada, fria e distante da sociedade, que ao se empenhar em resolver seus problemas retoma o controle da sua vida.

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Em uma atuação igualmente surpreendente encontramos Elijah Wood, em um papel de suporte, quase irreconhecível na pele de Tony, o vizinho com pretensões amorosas e uma dificuldade incrível de entender seu papel como beta na relação.

Veredito.

I Don’t Feel at Home in This World Anymore é um filme muito bom. Quem aprecia dramas inteligentes e ágeis, centrado em pequenas tragédias cotidianas vai adorar as muitas reviravoltas e surpresas do filme.

Merece 3 Clapping Kanes.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Sounds interesting. Thanks for the review.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Filmose disse:

      It is. A strange yet likeable movie

      Curtido por 1 pessoa

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